10/27/2007

Até que a morte nos junte de novo...


O teu rosto é uma doce névoa que se vai dissipando da minha memória, mas que todos os dias luto para me lembrar de mais um bocadinho de ti...és uma pessoa que ainda habita no meu coração...mas que... por mais que queira jamais será possivel voltar a tocar a tua face, sentir o teu cheiro, sentir a tua forma de me agarrar e de falar...apenas o poderei fazer na minha doce recordação, aquela que apenas nós dois tão bem conheciamos...o quão belo é podermos amar tantas pessoas e cada uma ser especial, tu foste demasiadamente especial mas não cheguei a tempo...de te salvar...perdoa-me!

Nunca tinha tido coragem para escrever estas palavras, mas hoje especialmente senti-te perto de mim como que a confortar-me meu amigo...meu confidente...meu igual...sei que não mais te poderei ver...mas tenho o "Dom" de te poder sentir sempre que estiveres perto de mim...a vida foi tão curta e respirou tão brevemente por ti, foste cruelmente afastado daquilo que tão bem sabias fazer...VIVER...afastaste-me de ti com receio de me fazeres sofrer...pois sabias...ambos sabíamos o que o destino reservava mais tarde ou mais cedo, mais tu... porque eu nunca te deixaria até ao fim...mas perdemos o contacto por tua vontade...e eu voltei a quebrar promessas e a enganar-me, nunca pensei que uma decisão me impedisse de te voltar a ver assim tão repentinamente...foste amor verdadeiro e amizade pura em sintonia e harmonia...vivemos momentos de euforia, ouvimos músicas...falavamos de tudo...ainda me lembro daquela música em que eu aproveitava para te seduzir...e tu adoravas olhar para mim...eu adorava olhar para ti, depois riamos que nem uns perdidos como dois garotos...nunca me traíste...nunca me enganáste e percorrias quilómetros para simplesmente falar comigo...estavas sempre ali quando precisava de um ombro amigo...era tão bom poder simplesmente te abraçar...mesmo quando foste para a Áustria despediste-te de mim com muito respeito, foi naquela altura em que decidimos mudar os 2 de rumo...nunca te esqueci...nunca te poderei esquecer...não te quero esquecer...serás para sempre imortal em mim...vou recordar com carinho as tuas sardas, os teus olhos lindos, o teu sorriso...descansa em paz meu amor...nunca haverá um amor assim na minha vida...especial e único como o foste, verdadeiro como o foste, quero tornar-te assim...imortal para mim...meu anjo...na minha memória...até que a morte nos junte de novo...para poder sentir novamente VIDA em ti...
Para o meu amigo T. Z...eternamente...

10/12/2007

Marcha dos seres levitantes...

Imagem retirada da net.

Marcha em ti...encontra o verdadeiro caminho, nunca uma rua encolheu tanto ao encontro de um visionário...levita como se voasses para um sitio sem limites de sonho...sem limites de imaginação.

Circunda tudo ao teu redor e verás o que o espaço simboliza...o seu significado...não da ilusão...mas da sua verdadeira realidade. Um espectro transparente que observa sem ser observado...que sente sem retorno...que se perde na esperança de ser reencontrado...

Jaz nesse túmulo chamado de mundo, a descoberta da verdade...e nesse mundo chamado de Teu...a esperança da sobriedade...

Sozinho mas tão transparentemente acompanhado, nessa marcha que me levanta do chão...e me eleva ao tão "Eu" esperado...





10/06/2007

Futilidades...



Poderia ser um cisne...ou uma estrela...ou um deus...mas escolhi ser apenas um elemento de suporte...uma mão...no vazio...na escuridão...onde muitos não se atrevem a ir por medo...não sinto medo...sei bem quem sou...do que sou capaz...do que quero alcançar...só! Acolho-me em mim...pois nada a minha volta poderá soar da mesma forma...as coisas mudam com a rapidez de um cubo inteligente, mágico... que se mexe e nunca tem a mesma face...como o desvendar? Como aceitar? Como querer ter a vontade de mais... se a frustração já ali se encontra? Já foi materializada...de tanto fazer planos para ela...como pode ser? Como pode ser?

Sou um desenho pintado na tela em tons de laranja, em tons de violeta, em tons de dourado e branco...mas nenhuma cor me consome...nenhuma me anula...seria a anulação a libertação? Ou é realmente o verdadeiro amor? Podemos amar sem sentir? Ou ser, sem ser? Futilidades sem nexo...talvez exista a probabilidade de uma face se repetir...e poder voltar atrás no tempo...para tornar as coisas fúteis...em coisas coloridas e desvendáveis...o interessante está em não conseguir...e estar sempre a tentar mudar...

9/10/2007

De mim para "mim"...


O teu doce olhar incendeia de paixão... percorre o meu corpo, faz-me sentir segurança de mim e de ti...não encontro explicação nem palavras que transmitam todas as sensações que vivo a teu lado...pareces um ser vindo dos meus sonhos, das minhas fantasias...sem nexo, mas tão lógico para mim...tão como eu...tão em mim...percebo cada movimento, percebo cada expressão, sinto o que sentes...

Sei que a minha tremenda dificuldade em aceitar que és real, me limita...mas também sei que estás aqui...que posso pisar o nosso mundo sem medos... mesmo caminhando de olhos fechados, pois sei que a solidão nunca mais me vai perseguir...sinto o meu respirar em ti e vice versa...o teu calor ilumina uma parte do meu caminho...os teus lábios...a tua alma que chama por mim, para juntos irmos em busca da sabedoria, do amor, da humildade, da música, da magia, da espiritualidade...a amizade tão sincera que provém de ti...meu amor!


Envoltos por um castelo de árvores, um lago de luar...uma noite de veludo coberta...tão suave...tão...terna...dança comigo sem medo do fogo...envolve todo o meu ser com os teus braços, ramifica-os em mim...e deixa-me adormecer com o embalar do vento de ti para mim...deixa-me cantar e ouvir o teu sussurro, a tua vida, o teu sorriso...nunca vi tanta luminosidade ao serem proferidas palavras, como ouço e vejo as que saiem da tua boca...a natureza o nosso altar...a chuva de prata que abençoa momentos de pura beleza, o puro sol que sinto dentro de mim quando as melodias me tocam o espírito, sim...aquelas melodias feitas de carinho, do desconhecido mas... familiar, feitas do céu para a terra...não sei mais como falar...apetece-me apenas olhar e amar-te como já te amo perdidamente e sem limites...cada vez mais...tu sabes quem és...para mim e eu sei quem sou para ti...


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«(...) Serás todo o meu amor, serás toda a minha força! Dá-me a tua mão...se andarmos sempre juntos, a via será menos rude e mais curta, contigo...é que poderei atravessar a grande solidão...sem proferir um único lamento (...)»


Balzac

9/07/2007

Deus das serpentes


Lingua serpenteante, que silva sobre a minha alma de uma forma suave e subtil...doce sopro envolvente misturado com veneno mas convidativo ao calor, convidativo a dormir no seu leito...convidativo a adormecer no seu sufocante aperto...no mortal, hipnotizante beijo que envolve no escuro, mas também na segurança de um abraço sincero...que apaga lentamente, todas as dúvidas...todos os medos...activando apenas a curiosidade para o que virá a seguir de surpreendente...aquele olhar que me acalma, mas que também me faz querer sonhar...rastejar e ser terra molhada onde deslizas suavemente ao encontro de mim...

9/05/2007

Sou...


Sou vento...

Sou ar...

Sou água...

Sou fogo...

Sou terra...

Sou lava...

Sou gelo...

Sou amor...

Sou ódio...

Sou alguém...

Sou nada...

Sou gente...

Sou animal...

Sou natureza...

Sou o que sou...

Sou o que esperava ser...

Sou o que temia ser...

Sou o que não queria ser...

Sou bem...

Sou mal...

Sou um cacto...

Sou uma tulipa...

Sou decisão...

Sou indecisão...

Sou Lua...

Sou sol...

Sou o que Sou...

SOU EU...

9/03/2007

Interna, eferma, inferna...


Percorro só na escuridão, todos os passos em falso onde apalpo uma grande imensidão interna, eferma, inferna...


onde não encontro respostas para tudo, onde todas as questões se tornam em respostas e as respostas em perguntas internas, efermas, infernas...
os gritos agem dentro de mim e querem gritar em uníssono para me ensurdecer de ódio...interno, efermo, inferno...
de onde vindes?

De onde vindes?


DE ONDE VINDES?


Com tantas voltas dadas e por dar dentro do meu cérebro prestes a explodir...calem-se, calem-se agora! Deixem-me em paz...internas, efermas, infernas...
vozes,...não pertencem aqui...este mundo é meu, não é violável, a ninguém mais é predestinado senão a mim...desta interna, eferma, inferna...
melancolia nada poderão aproveitar, pois não me pertence...e grito de dentro para fora como que um vómito sonoro para que me deixem em paz simplesmente...na minha interna, eferma, inferna vida...