6/21/2008

Recria-te...



Foto de Ricardo Barreiras

Reencontro-me mais uma vez em mim...como poderia não ser mais do que eu nesta imensidão de gente? O ser individual belo e lindo, que por mais complexo que seja, tem a sua beleza transbordante de identidade. Amo cada "Ser" como se me amasse a mim...nenhum se iguala em poder, luz, corpo, ar, mente..."tudo"... nenhum jamais será comparável a seja o que fôr ou a quem fôr...
Mas afinal quem é?
Quem se encoraja e é hoje o que não deveria de ansiar amanhã? Atreves-te a ser aquilo que és agora? Sem ser uma criação de ti mesmo na tua própria projecção do amanhã?
Vive, recria e sê...agora!
"Ser"...significa: Sabedoria Espiritual Recriativa, recria o teu "Ser" agora! Com todo o amor que possas sentir por ti mesmo...se assim o fizeres...estarás a amar o próximo como a ti mesmo, e o universo jamais será o mesmo...e não passará de uma janela, uma janela sempre aberta e á espera que a atravesses por vontade própria...

6/17/2008

Alegria!

6/14/2008

E este não se compadece de mim...


Olhei o espaço...vazio, que de rompante se preencheu como que um relâmpago que cegou o meu ser de tanta luz...de fogo...de impulso...pensei que era agora, que tinha chegado a altura de me entregar...mas não...não era.Iludi-me e ceguei-me com aquilo que pensava ser amor, deste-me o mundo e agora atiras-me para uma sarjeta...onde sou um objecto em avaliação...mais cruel não poderia ser...provei o sabor dos teus lábios...senti o calor dos teus abraços...para agora me olhar ao espelho e ver apenas a minha imagem...já não existe a euforia...já não existe aquele brilho no sorriso...tudo parece não ter sentido!Os meus objectivos tornaram-se uma obssessão pessoal a alcançar...pois não me resta mais nada senão os fantasmas de uma memória colorida...uma memória que vai sendo apagada aos poucos como que por uma névoa densa que é o meu coração...agora envolto em espinhos cravados que não páram de apertar...resultando apenas daí a dor de não te teres deixado lá ficar...as flores secam...podem ser conservadas durante anos e anos preservando aquela beleza diferente...mas porém...não deixam de estar mortas...sem vida...inanimadas para o mundo. E este não se compadece de mim...

5/24/2008

Deixa-me lá ficar!

Imagem retirada da net

Olhos nos olhos...sem fugir...sem temer...sem simplesmente desviar a atenção...chamas-me, envolves, queres, sorris e aqueces aquilo a que chamo de coração...a bomba que mata...que corrói...que salta desenfreadamente...dentro de mim. Não!

Não o posso deixar bater depressa demais? Poderei eu deixar de ouvir tudo á minha volta, para apenas olhar...e olhar...e olhar...para ti!

Observar os teus gestos, a tua presença contagiante...a tua doçura que fere, de tão doce que é...um jogo perigoso, que me faz recuar quando começo a sentir o cheiro das flores no teu sorriso...devo, não devo...plantar as minhas raízes nas tuas mãos? Pois começo a divagar com um sorriso meu, meio aparvalhado... na ilusão do amanhã...por isso na dicotomia do que poderá ou não ser...simplesmente farei com que seja! No aqui... no agora... no salgado doce dos teus lábios, deixa-me lá ficar...

5/21/2008

Invisivel...




Passo, olho, escuto, ninguém me vê...ninguém me ouve, ninguém me chama...


Passo, olho, escuto, sinto, ninguém me nota, ninguém me fala...




Corro desesperadamente pelos confins daquela terra húmida que me faz enegrecer os pés de descalços que estão...aclamo aos ventos, aclamo a chuva, o fogo, entranhados na minha alma...no meu ser, confuso mas ciente da sua própria verdade...




Corro, páro, volto a correr...ninguém me liga...


Corro, páro e grito com toda a força da dor...mas ninguém me ouve de verdade...




Sou um ser cercado por uma cúpula de vidro de onde saio...mas onde ninguém entra...


tentam partir esse campo energético mas não conseguem...mas continuam a tentar desesperadamente...




Sento-me, procuro, tento...mas não vale a pena pois ninguém me vê...só eu vejo...só eu posso falar, só eu posso gritar, correr...ai!


Desentranhar do âmago do meu estômago aquele berro infernal que sai em forma de trovão...pois...ninguém me ouve...ninguém me vê!




Corro por entre as árvores, que rasgam a minha pele, mas elas não me sentem, não me ouvem, não me falam...e corro, e corro, e corro...e choro convulsivamente..."o só" persegue-me...e eu fujo dele...para que não me magoe...para que não me ouça, para que não me fale, para que não me encontre na minha cúpula, pois é o único que existe além de mim...o único que está no mesmo plano...pois todos os outros caíram da escada a baixo...e eu fiquei no mundo invisível...e tal como ele, eu assim me tornei...apenas "o só"...me pode perseguir...mas eu fujo dele sem cansar...sem cair...




Corro, páro, sinto que sou invisível...para mim!








5/05/2008

Quão profunda poderá ser a mente?


Os nossos maiores limitadores de personalidade são os medos, os traumas, os preconceitos da nossa mente profunda e castradora do nosso ser...Por vezes somos levados a cometer as maiores barbaridades com nós próprios, pensando que nos estamos a vingar ou defender da sociedade envolvente, mas não...apenas de nós mesmos. Quão inocentes seremos ou somos por pensar que todos se preocupam com o nosso verdadeiro estado no geral, á espera, sentados... por causar uma reacção como que um grito de socorro para que nos vejam, para que se lembrem...para apenas sentir vida dentro de nós? Afinal...só nós nos preocupamos demais com o que já passou, com o que já não faz parte de nós...e na verdade...todos os seres que supostamente estariam a conspirar sobre as nossas vidas, na realidade estão-se a borrifar plenamente seja para o que fôr, e continuam com as suas vidas como se nada tivesse existido. Será ingenuidade nossa? Ou pura estupidez? Pois a verdade está sempre á nossa frente, e como sempre teimamos em fugir dela...ou simplesmente, enconder o que sentimos de nós mesmos. Quão profunda poderá ser a mente?
Somos apenas vítimas de nós mesmos...

11/09/2007

E se um peixe pudesse soltar uma lágrima?

Imagem retirada da net
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Palavras perdidas e escondidas...com sentimento, mas sem expressão, onde uma pequena lágrima escorre por entre escamas densas e impermeáveis...nem aquele líquido transparente e puro as consegue trespassar...um sufocar doloroso como que privado do respirar da vida...o pequeno "saco" respiratório que parece rebentar com falta de oxigénio, uma lufada...de liberdade...onde na seiva se pode respirar...uma sensação de abandono e desespero encaradas naturalmente...encobertas pela luta incessante por existência...por sobrevivência primordial...luta fora de água... na esperança de voltar a estar submerso na imensidão do todo...sem braços, sem pernas para poder fugir e alcançar a salvação...tão limitado... mas tão de lutar até ao fim...até morrer...sem desistir...e se um peixe pudesse soltar uma lágrima?