12/01/2013

Auto de moi...

Fraquezas de mim "carnadas" em ti,

de moi...

És apenas um eu já distante e pequeno,
imaturo e pulsante...

ao qual reservo amor por quem já fui.

Toldas a alma ao te sentires altivo e confiante,

num escárnio de queda serás nada... pó.

Prisioneiro de vontades não vividas,
prisioneiro de paradigmas e dicotomias,
prisioneiro de emoções, sentimentos e falhas...
prisioneiro de preconceito alheio e teu...

Escondes-te por detrás de véus rasgados que com o tempo irão voar...
Tenho compaixão de mim...

Como poderia não te amar se te entendo...

És um pequeno Auto de moi...
Que já vivi e sei como acabará.

(Bríggida Almar 2013)


11/27/2013

Em mim?



(imagem de Luis Royo)

Ofereço-te uma borboleta vinda do meu coração, de dentro de mim, como tal... esvoaçante e sem rumo... sem tino e sem amanhã! Será que a alcanças bem alto? Ou apenas verás e chegarás ao que os teus olhos e corpo te querem mostrar? Ofereço-te o mar, as estrelas, o sol, a lua, o vento, a terra, o fogo... sentes e ouve-los em mim? Se não os ouves não me és igual, não me és chama quente e pulsante de vida, não me és cheiro, saliva, alma e sangue... em mim!

(Bríggida Almar 2013)

10/10/2013

A Célula...


Por vezes sinto-me errada, por vezes sinto-me certa demais, Por vezes sinto-me inteira, por vezes sinto-me perdida, por vezes tenho toda a sabedoria do mundo nas minhas mãos, outras... sinto-me tão pequenina, por vezes quero que tudo corra bem e corre tudo mal... por vezes sinto que tudo vai desmoronar e outras que vou voar... no meio de turbilhões e sentimentos eu sinto vontade de sorrir e outras chorar... por vezes sinto que tudo vibra à minha volta, outras... sinto tudo negro como breu. Às vezes sinto que me faço entender... outras sinto-me bloqueada e sem argumentos fáceis ou difíceis!!! Sento-me aqui em silêncio e lembro-me de que sou célula em evolução... e que não passo disso mesmo. Por vezes olho-me e vejo-me em toda a gente, vejo toda a gente em mim... outras... só me vejo a mim.

(Bríggida Almar 2013)

6/27/2013

Redescobrir...

Magma

Autor desconhecido

Murmura de dentro de mim e grita!!! 
Pedra ardente, de onde vens?
Porque me consomes? 
Derretes o que outrora era indestrutível para me revelares as minhas grandes fraquezas? 
Como posso eu ser o que fui se já não o sou mais? 
Como posso ser pedra se sou magma incandescente à espera da água que me solidifica em mil e uma formas que não aquelas que já conhecia? 
Como poderei ser um vulcão... se me "liquidifiquei" e assim permaneço? 
Como posso sentir dor se sou ardente, como posso arder se já sou fogo...

Bríggida Almar (2013)

6/19/2013

Esse mar apenas existe em mim...

Escondida da alma, escondida do mundo... jaz a sanidade deste meu ser. Encosto e recosto o rosto no teu leito e encontro-me por momentos, por momentos consigo ouvir o meu coração bater, bater, bater... chega até a doer, chega até a doer! Não existe tempo para lágrimas ou prantos imaturos, apenas existe tempo para respirar e mudar o rumo sem olhar para trás em busca do que poderia ou não ter corrido bem ou mal, já lá vai... já lá vai! Arranco-me das minhas entranhas cada vez mais forte... cada vez mais rica, cada vez mais dura porém... talvez um dia a onda certa do mar certo, eleve a minha dureza ao macio do cetim... esse mar, apenas existe em mim!
(Bríggida Almar) 2013