9/03/2008

Ouço o mar nas tuas mãos...




Ouço o mar nas tuas mãos, calmo... suave...uma concha fechada à espera de ser revelada...


Um búzio sedoso que toca a minha face como que se, já outrora o tivesses feito...


Trazes o mar aos meus lábios, um mar doce que anseio saborear...que apenas posso saborear na alma.




E apenas com o som do mar nas tuas mãos...




E só eu o posso ouvir...e só eu o posso ouvir...




Envolve-me com as tuas ondas, onde apenas eu consiga sentir o abraçar de um mar em tempestade, para que eu o possa amenamente acalmar...




Vejo-o nos teus olhos!




Mesmo sem ser um mar de verdade...

8/22/2008

O Puteus


Um poço transbordante mas...sem água! Um poço é sempre um poço...mas sem água?

Poderia continuar a se chamar de poço?

Por ser fundo?

Poderia ser antes um "Fosso" ou um "Abismo" escuro, imenso... Existem nomes que deixam de ter o nexo ou o sentido que têm em conjunto com o seu conteúdo... e que, quando se tornam escassos ou nulos desse mesmo conteúdo, tornam-se "ocos"... vazios!

Onde está a àgua?

Ela não irá cair todos os dias dos céus...

Por vezes tem de se escavar bem fundo e ainda mais fundo, na expectativa de encontrar a água... já corrente no solo e que por vezes, apesar do esforço, já esgotou definitivamente... Ali! Porque não escavar ao lado?


Porque nós como seres Humanos, desistimos muito fácilmente das coisas, porque apenas e porque simplesmente...dão demasido trabalho a fazer...

7/19/2008

Rachael?

7/18/2008

Tempos Indos, Tempos do Agora!



Tempos indos, tempos de que, tempos de que não me quero mais recordar...tempos indos de que não mais dependerei, de que não mais ousarei sequer supôr algum dia lá voltar...


Apreendi aquilo que tinha de apreender, senti aquilo que tinha de sentir, mas não mais lá irei parar...jamáis lá irei voltar para ficar, se voltar...apenas será para me observar uma vez mais, aceitar, aceitar e continuar no agora...


Tempos indos que tanto me ensinástes, tempos idos e que nunca mais voltástes, porque assim o decidi, assim o escolhi, assim o ordenei...


Olhei...aconteci...agora aconteço...agora quero fluir nestes tempos presentes, em paz, em harmonia, em esperança, amor...assim o quero, assim escolho...assim espero...assim o ordeno aqui e agora!


Tempos que vindes ao meu encontro, que sejais abundantes em vida, abundantes de cor, de luz, abundantes de positivismo, que sejais abundantes de sentimento e compreensão...


Tempos indos, já não me pertencem, já foi...não têm mais lugar nesta minha nova vibração...agora olho para o obscuro de uma forma luminosa...vejo a beleza no macabro...e nada, mas nada, acontece por acaso...


Tudo tem um fundamento...mas só mais tarde fará sentido perceber...no tempo certo...na altura devida...


Afinal as sombras só existem porque a luz se faz sentir cada vez mais forte...e depende da forma como as escolhemos observar...agora, antes...e depois...

6/21/2008

Recria-te...



Foto de Ricardo Barreiras

Reencontro-me mais uma vez em mim...como poderia não ser mais do que eu nesta imensidão de gente? O ser individual belo e lindo, que por mais complexo que seja, tem a sua beleza transbordante de identidade. Amo cada "Ser" como se me amasse a mim...nenhum se iguala em poder, luz, corpo, ar, mente..."tudo"... nenhum jamais será comparável a seja o que fôr ou a quem fôr...
Mas afinal quem é?
Quem se encoraja e é hoje o que não deveria de ansiar amanhã? Atreves-te a ser aquilo que és agora? Sem ser uma criação de ti mesmo na tua própria projecção do amanhã?
Vive, recria e sê...agora!
"Ser"...significa: Sabedoria Espiritual Recriativa, recria o teu "Ser" agora! Com todo o amor que possas sentir por ti mesmo...se assim o fizeres...estarás a amar o próximo como a ti mesmo, e o universo jamais será o mesmo...e não passará de uma janela, uma janela sempre aberta e á espera que a atravesses por vontade própria...

6/17/2008

Alegria!

6/14/2008

E este não se compadece de mim...


Olhei o espaço...vazio, que de rompante se preencheu como que um relâmpago que cegou o meu ser de tanta luz...de fogo...de impulso...pensei que era agora, que tinha chegado a altura de me entregar...mas não...não era.Iludi-me e ceguei-me com aquilo que pensava ser amor, deste-me o mundo e agora atiras-me para uma sarjeta...onde sou um objecto em avaliação...mais cruel não poderia ser...provei o sabor dos teus lábios...senti o calor dos teus abraços...para agora me olhar ao espelho e ver apenas a minha imagem...já não existe a euforia...já não existe aquele brilho no sorriso...tudo parece não ter sentido!Os meus objectivos tornaram-se uma obssessão pessoal a alcançar...pois não me resta mais nada senão os fantasmas de uma memória colorida...uma memória que vai sendo apagada aos poucos como que por uma névoa densa que é o meu coração...agora envolto em espinhos cravados que não páram de apertar...resultando apenas daí a dor de não te teres deixado lá ficar...as flores secam...podem ser conservadas durante anos e anos preservando aquela beleza diferente...mas porém...não deixam de estar mortas...sem vida...inanimadas para o mundo. E este não se compadece de mim...